Pelo Telefone

Música para… Reviver!!!

Antes de “Pelo Telefone” (apenas a música) ser registrado na Biblioteca Nacional, em 1916, por Ernesto Maria dos Santos (Donga) com o gênero de “samba”, pelo menos dois outros sambas já haviam sido gravados: “Em casa de baiana” (Alfredo Carlos Brício, 1913) e “A viola está magoada” (Baiano, 1914).

“Pelo Telefone” no entanto fez mais sucesso, ficou mais conhecida e  fixou o nome “samba” como um dos gêneros centrais da música popular urbana no Rio de Janeiro por isso é considerada e tem o título de primeiro samba.

Composto por Ernesto dos Santos, mais conhecido como Donga, foi registrada em 27 de novembro de 1916. Concebida em um famoso terreiro de Candomblé da época, a casa da Tia Ciata, na Praça Onze no Rio de Janeiro, lugar frequentado por grandes músicos da época.

A melodia originalmente intitulava-se Roceiro e foi uma criação coletiva com a participação de João da Baiana, Pixinguinha, Caninha, Hilário Jovino Ferreira e Sinhô, entre outros.

Por ter sido um grande sucesso e devido ao fato de ter nascido em uma Roda de Samba de improvisações e de criações coletivas, vários músicos reivindicaram a sua composição, no entanto, Donga, mais tarde reconheceu o Jornalista Mauro de Almeida como parceiro e co-autor na letra.

 

Pixinguinha, João da Baiana e Donga

Confira a letra original dessa famosa e importante canção para a história do Samba

Pelo Telefone

O chefe da folia
Pelo telefone manda me avisar
Que com alegria
Não se questione para se brincar

Ai, ai, ai
É deixar mágoas pra trás, ó rapaz
Ai, ai, ai
Fica triste se és capaz e verás

Tomara que tu apanhe
Pra não tornar fazer isso
Tirar amores dos outros
Depois fazer teu feitiço

Ai, se a rolinha, sinhô, sinhô
Se embaraçou, sinhô, sinhô
É que a avezinha, sinhô, sinhô
Nunca sambou, sinhô, sinhô
Porque este samba, sinhô, sinhô
De arrepiar, sinhô, sinhô
Põe perna bamba, sinhô, sinhô
Mas faz gozar, sinhô, sinhô

O peru me disse
Se o morcego visse
Não fazer tolice
Que eu então saísse
Dessa esquisitice
De disse-não-disse

Ah! ah! ah!
Aí está o canto ideal, triunfal
Ai, ai, ai
Viva o nosso carnaval sem rival

Se quem tira o amor dos outros
Por deus fosse castigado
O mundo estava vazio
E o inferno habitado

Queres ou não, sinhô, sinhô
Vir pro cordão, sinhô, sinhô
É ser folião, sinhô, sinhô
De coração, sinhô, sinhô
Porque este samba, sinhô, sinhô
De arrepiar, sinhô, sinhô
Põe perna bamba, sinhô, sinhô
Mas faz gozar, sinhô, sinhô

Quem for bom de gosto
Mostre-se disposto
Não procure encosto
Tenha o riso posto
Faça alegre o rosto
Nada de desgosto

Ai, ai, ai
Dança o samba
Com calor, meu amor
Ai, ai, ai
Pois quem dança
Não tem dor nem calor

Aprecie os dois vídeos abaixo e Reviva a história do Samba…

Fontes:

letras.mus.br/donga/1120957
pt.wikipedia.org/wiki/Pelo_Telefone
Dicionário de termos e expressões da música – Henrique Autran Dourado

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