Sobre a música na dança a dois…

“A música nos une, corpo e alma na canção. A música reúne diferenças sem razão e de um jeito sem querer canta em mim o que é você.” Aldir Blanc.

A música é a arte de combinar os sons simultaneamente e sucessivamente com ordem, equilíbrio e proporção dentro do tempo.
A dança é a arte de combinar movimentos simultaneamente e sucessivamente com ordem, equilíbrio e proporção dentro do espaço.
Dançar a dois é a arte de se conectar, combinando movimentos, ocupando espaços, buscando o equilíbrio e uma relação de comunicação e diálogo corporal que envolva os sentidos de duas pessoas.

A música, tem um papel fundamental no processo de evolução e desenvolvimento da humanidade. Muitas histórias podem ser revividas quando associadas a uma música. Cada acontecimento na história da vida de uma pessoa pode ser associado a um som.
Essa experiência é vivenciada desde o ventre materno, embalada pelos seus batimentos cardíacos . A música se torna elemento vital para a harmonia do homem consigo mesmo e com o próximo, pois como linguagem, integra todos os seres, já que todos dialogam por meio de vibrações. E como fonte de energia, inspira através dos sons, que são as suas palavras, carregando ritmos, harmonias e melodias que podem ser compartilhadas.
Quando o som atinge o homem, seu corpo absorve, vibra, fala, interage, sente, oscila. Está além do ouvir, pois todas as vibrações emitidas são acolhidas. Algumas se ouve, outras não, mas todas são reais e atingem o homem, fazendo-o sentir, transmitindo algum significado.

A importância da música na dança a dois se faz através da necessidade de dois corpos expressarem em harmonia o que estão sentindo. “A dança é linguagem, e como tal, é permeada pelas reações emocionais daquele que a expressa. O sucesso da conexão na dança a dois depende de cada um aceitar a forma como o outro se expressa” e a música se torna o elo capaz de orientar e permear esse diálogo.

 

De Amor e Paz

Música para… Pensar!!!

De Amor e Paz é uma composição de Adauto Santos e Luiz Carlos Paraná, conheça sobre a história de cada um deles:

Luiz Carlos Paraná, compositor e cantor, nasceu em Ribeirão Claro/PR (15/3/1932) e faleceu em São Paulo/ SP (3/1211970).
Lavrador até os 19 anos e depois comerciário, aprendeu sozinho a tocar violão.
Adauto Antonio dos Santos foi cantor, compositor, violonista e violeiro, tendo sido excelente solista no tradicional instrumento da música caipira. Nasceu em Bernardino de Campos/SP no dia 22 de abril de 1940, e faleceu em São Paulo no dia 22 de fevereiro de 1999.
Adauto Santos situa-se entre as maiores preciosidades de voz e viola do Brasil.

Com uma letra que é pura poesia nos faz pensar sobre o amor, sobre a paz… Confira:

Quem anda atrás de amor e paz
Não anda bem
Porque na vida, quem quer paz
Amor não tem

Seja o que for, sou mais o amor
Com paz ou sem
Sei que é demais querer-se paz
E amor também

Já que se tem que sofrer
Seja dor só de amor
Já que se tem que morrer
Seja mais por amor

Não vou levar a minha vida toda em vão
Nem hei de ver, envelhecer meu coração
Eu hei de ter ao invés de paz inquietação
Houvesse paz, não haveria esta canção

Já que se tem que sofrer
Seja dor só de amor
Já que se tem que morrer
Seja mais por amor
Vou sempre amar
Não vou levar a vida em vão
Nem hei de ver, envelhecer meu coração
Eu hei de ter ao invés de paz inquietação
Houvesse paz, não haveria esta canção

Fontes:
http://www.recantocaipira.com.br/duplas/adauto_santos/adauto_santos.html
http://www.letras.com.br/#!biografia/luiz-carlos-parana

Quase Sem Querer

Música para… Viver!!!

Uma das mais poéticas da Legião Urbana, estrutura simples, ritmo e letra alegre, “Quase Sem Querer” nos dá noções perfeitas de um amor e das dúvidas e conflitos adolescentes.

Vinda do segundo álbum da Legião Urbana, “Quase Sem Querer” traria consigo um sucesso enorme e uma responsabilidade imensa de competir como uma das “letras que mais se destacam” em um álbum que traria Eduardo e Mônica, Índios, Metrópole, Andrea Doria e Daniel Na Cova dos Leões, entre outras.

“Quase sem querer” é do ano de 1986 e foi composta por Dado Villa-Lobos / Renato Russo e Renato Rocha.

Confira a letra dessa música que marcou história na Legião Urbana e na vida de muitos jovens da época.

Quase sem querer…

Tenho andado distraído
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso
Só que agora é diferente
Estou tão tranquilo
E tão contente

Quantas chances
desperdicei
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém

Me fiz em mil pedaços
Pra você juntar
E queria sempre achar
Explicação pro que eu sentia

Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira

Mas não sou mais
Tão criança a ponto de saber tudo

Já não me preocupo
Se eu não sei porquê
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê
E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu vejo o mesmo que você

Tão correto e tão bonito
O infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos

Sei que às vezes uso
Palavras repetidas
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?

Me disseram que você
estava chorando
E foi então que percebi
Como lhe quero tanto

Já não me preocupo
Se eu não sei porquê
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê
E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu quero o mesmo que você

Sobre o Disco “Dois”

“Olha, o disco estava sendo planejado para ser um álbum duplo. Iam ser 25 músicas. Grande parte desse material teria base acústica. A gente estava pegando muita coisa feita entre Aborto Elétrico e a Legião, música que eu tocava no violão. Íamos fazer arranjos para o conjunto tocar. Não deu certo por causa de uma série de problemas. Então tivemos que fazer uma redefinição do trabalho. Agora será um disco com 12 músicas, que tem um fio condutor, uma idéia central.(…) Tem muita música de amor, mas tem, também, música que fala do social, do político, mas num contexto emocional, num contexto individual, algo mais ou menos como ‘Baader-Meinhof Blues’, só que sem aquela parte negativa. Eu acho que as idéias da gente estão bem gerais e não muito específicas. É um lance assim, ao invés de falar das pessoas que poluem os mares, ou das guerras, a gente prefere falar do universal, da experiência individual(…). Todo mundo respira, todo mundo sonha, todo mundo é confuso sexualmente(…), todo mundo tem medo da morte. Então a gente quer falar sobre isso: do ponto em comum que une todas as pessoas.”
Renato Russo.

http://olivrodosdias-interpretacao.blogspot.com.br/2012/10/interpretacao-quase-sem-querer.html

http://www.vagalume.com.br/legiao-urbana/quase-sem-querer.html

http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=2000&titulo=Desconstruindo_o_Russo

Eu Só Quero Um Xodó

Música para… Alegrar o viver!

“Eu Só Quero um Xodó”, foi composto por Anastácia e  Dominguinhos em 1968 e gravado pela primeira vez em 1974. Ele, grande cantor, compositor e sanfoneiro de Garanhuns, Pernambuco, e ela  pernambucana de Recife, era sua companheira na época. A música já soma mais de 250 regravações em várias línguas, como o inglês, holandês e italiano.

A letra curta e a melodia e ritmo contagiantes de “Eu Só Quero um Xodó” já foi gravado por vários cantores de estilos diferentes como: Gilberto Gil, Elba Ramalho, Paula Toller, Paul Mauriat, Dóris Monteiro, Daniela Mercury, José Augusto, Karnak, Rita Lee, Zimbo Trio, e outros.
Nas suas centenas de gravações, “Eu Só Quero um Xodó” teve várias roupagens, foi gravada como Arrasta-pé, Xote, Reggae e Balada.
É um clássico da música brasileira e sua sanfona chama para a dança. É uma daquelas músicas que chamamos de “limpa banco” porque é difícil não sair pra dançar quando ela toca.
Acompanhe o que os compositores falam desta, que é uma das músicas mais tocadas pelos forrós do Brasil…
Anastácia e Dominguinhos

Anastácia e Dominguinhos

Eu comecei compor sozinha desde os 14 anos e nos anos 60 conheci Dominguinhos e nós começamos a fazer música juntos. Eu estava fazendo um programa de televisão em São Paulo e vi um moreno muito simpático. Eu bati o olho e falei: “Eu gostei do moreno!”… e ele era o Dominguinhos. E esse momento passou… três meses depois o Luiz Gonzaga me ligou e disse:
– Olha, eu queria saber se você queria viajar comigo para o Nordeste para abrir o meu show.
Eu falei: “Tô dentro, vamos embora!”
Aí ele falou que iria levar um sanfoneiro para me acompanhar que chamava-se Dominguinhos e que estava precisando de uma força.
Eu falei: E é essa força que também eu preciso! (risos)
E na viagem, quando amanhecia, às 09:00 hs, logo após o café, ele começava a tocar. Eu acordava com o som da sanfona. Aí eu fiz uma letra… ele estava tocando algo e eu fiz uma letra que era uma declaração de amor. Eu bati na porta do quarto dele e falei:
– Dominguinhos, você estava tocando uma melodia aí e eu fiz duas letrinhas!

(Anastácia – Cantora e compositora)

Quem me despertou como compositor foi a Anastácia que em 1968 já fez a primeira melodia junto comigo em Aracaju.

(Dominguinhos – Cantor e compositor)
Aí depois disso, evidentemente, nossa relação começou, e era um motivo a mais para a fazermos música. Nós dormíamos juntos, acordávamos juntos, convivíamos… aí qualquer coisinha que ele pegava na sanfona eu já estava incentivada a fazer a letra.
Um dia eu estava preparando um peixinho para o almoço e ele estava tocando sanfona na sala. De repente ele começou a tocar uma melodia e aquela melodia me chegou aos ouvidos muito simpática.
(Anastácia – Cantora e compositora)
 Ela pegou um caderninho e já foi fazendo a letra, na mesma hora, e era um “arrasta-pé”.
(Dominguinhos – Cantor e compositor)
 E a letra encaixou certinha!
(Anastácia – Cantora e compositora)
Eu tenho a impressão que “Eu Só Quero Um Xodó” chegou num momento muito bom. Um momento para mim especial porque ativou novamente a situação da sanfona, do acordeon num modo geral. Devido a Bossa Nova e muitos gêneros que apareciam no Brasil, o acordeon foi ficando obsoleto. Ninguém queria saber de sanfona!
(Dominguinhos – Cantor e compositor)
As pessoas tinham até essa besteira né: “Ah faz um negocinho parecido com Xodó (risos)… Nunca mais consegui fazer!”
(Dominguinhos – Cantor e compositor)

Eu só quero um xodó estourou na voz de Gilberto Gil e está entre os quatro maiores sucessos de rádio e de público na carreira do artista.

Confira a letra dessa famosa e importante canção para a história do Forró
Eu Só Quero Um Xodó
Que falta eu sinto de um bem
Que falta me faz um xodó
Mas como eu não tenho ninguém
Eu levo a vida assim tão só…Eu só quero um amor
Que acabe o meu sofrer
Um xodó prá mim
Do meu jeito assim
Que alegre o meu viver…

Fontes:

http://www.eternasmusicas.com/2013/10/eu-so-quero-um-xodo.html

Pelo Telefone

Música para… Reviver!!!

Antes de “Pelo Telefone” (apenas a música) ser registrado na Biblioteca Nacional, em 1916, por Ernesto Maria dos Santos (Donga) com o gênero de “samba”, pelo menos dois outros sambas já haviam sido gravados: “Em casa de baiana” (Alfredo Carlos Brício, 1913) e “A viola está magoada” (Baiano, 1914).

“Pelo Telefone” no entanto fez mais sucesso, ficou mais conhecida e  fixou o nome “samba” como um dos gêneros centrais da música popular urbana no Rio de Janeiro por isso é considerada e tem o título de primeiro samba.

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